<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263378100869758714</id><updated>2012-02-16T19:45:35.432-08:00</updated><title type='text'>A rasura.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://arasura.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arasura.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>André Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18361477810098973372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263378100869758714.post-5638710421393084779</id><published>2008-11-27T06:57:00.001-08:00</published><updated>2008-11-27T06:57:57.208-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Prezados,&lt;br /&gt;O Blogger reserva-se o direito de acatar determinações judiciais como a que recebemos no dia 26 de novembro, deste ano corrente a respeito da utilização de nossa plataforma para difamar, e aferir contra reputação de terceiros.Portanto, parte do conteúdo deste veículo foi excluído.Sinta-se convidado a fazer uma nova página na ferramenta Blogger, mas sempre atendo-se ao fato de que a palavra impressa no meio virtual também é proferida com relevãncia, de fato e de direito.Atenciosamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Equipe Blogger.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263378100869758714-5638710421393084779?l=arasura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/5638710421393084779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/5638710421393084779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arasura.blogspot.com/2008/11/prezados-o-blogger-reserva-se-o-direito_27.html' title=''/><author><name>Equipe Blogger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14608255850826121279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263378100869758714.post-1810542509444926091</id><published>2008-01-29T09:54:00.000-08:00</published><updated>2008-01-31T05:40:18.267-08:00</updated><title type='text'>A pena vale a pena.</title><content type='html'>Descobri por que as pessoas não gostam de ler, nem escrever. É simples: não é preguiça, é medo; não o medo das palavras, e sim da descoberta que advém delas. Ler e escrever significa não se acomodar diante do espelho, pôr pra fora tudo aquilo que nos excita ou nos incomoda, sobremaneira na hora em que colocamos as nossas cabeças no travesseiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu _ que sou ao mesmo tempo um cagão de marca maior e um Harold Foster quando o assunto é a pena na mão e os olhos no papiro _ teimo porque teimo em macerar o teclado e os miolos em uma busca sem trégua pela crônica sincera e por uma noite de sono tranquila. Entenda o termo &lt;em&gt;sincero&lt;/em&gt; como aquele texto em que o ocioso leitor, só de folhear as primeiras letras é magneticamente atraído; aquele em que o olho “escorrega” por entre as páginas. Contudo, devo confidenciar-lhes (é, vocês mesmos, a meia-dúzia de pessoas que me lêem) que pelo que andei escrevendo nas rasuras anteriores, ainda preciso tomar muito Biotônico Fontoura. Tenho percebido uma incômoda insatisfação com o que tenho produzido e, pra rasgar o verbo de uma vez, quase não tenho dormido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando, a vontade de largar tudo e viver nos moldes tradicionais quase consegue me seduzir. Aí, penso na agonia inevitável e somatizo uma estranha comichão, que subitamente me toma de assalto, só de pensar na improvável hipótese. Não, mil vezes não! Isso nunca! Escrever para mim é quase como acordar e abrir os olhos, automático. Não saberia mais viver privado do direito de me reconhecer no espelho, ou pior, de me transformar em uma espécie de quasímodo iletrado. Ou ainda, em uma zebra de terno e gravata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; São as nossas escolhas que nos definem. Eu decidi mergulhar cada vez mais fundo em direção ao simples, desde o meu estilo de vida até o da minha escrita. Viver e escrever de forma simples é o objetivo. Conviver com pessoas simples e trocar experiências acerca da simplicidade. Falar sobre as coisas simples da vida. Comer pipoca com a namorada, encontrar lirismo no gesto e, por fim, colocar no papel tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi a forma que encontrei de me sentir gente. Juro que até tentei seguir a maré da mesmice, mas a correnteza era muito forte e não deu pra mim, não tive fôlego pra segurar a barra. Definitivamente não era a minha praia. Preferi a segurança e o controle sobre o ato de construir, letra após letra, a minha visão de mundo. De poder me sentir livre para ser quem eu quero e falar sobre o que quero, na hora em que me der na veneta, como um ditador. Aqui, nessa folha em branco que não passa de um aglomerado de pixels, eu choro, dou gargalhada, sofro, amo e sou feliz. Aqui me realizo e me alimento. Aqui eu mando. Aqui eu vivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263378100869758714-1810542509444926091?l=arasura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/1810542509444926091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/1810542509444926091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arasura.blogspot.com/2008/01/pena-vale-pena.html' title='A pena vale a pena.'/><author><name>André Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18361477810098973372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263378100869758714.post-3562330929079380700</id><published>2008-01-28T11:41:00.000-08:00</published><updated>2008-01-29T11:03:07.466-08:00</updated><title type='text'>O Inferno são os Loucos.</title><content type='html'>Descobri que vim ao mundo com defeito de fabricação. Parece que exatamente na hora em que estavam dando os retoques finais no papai aqui, algum anjo preguiçoso teve dor de barriga e, obviamente, foi cuidar das suas coisas, largando-me na podre. O lance é que quanto mais o tempo passa, mais certeza disso eu tenho. Acho que me falta um parafuso, ou me sobra, vai saber!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Confesso já ter ficado bastante aborrecido diante dessa situação, mas hoje até que me divirto com a fama. Pensando bem, não é tão ruim ser taxado de tarja-preta, desde que a alcunha me permita obter um mínimo de paz e tranqüilidade. Pra ser bem sincero, nem me abalo mais se, por exemplo, algum amigo me pesa a paciência com as brincadeirinhas que só ele e mais ninguém no mundo acha graça. O que não quero é que as poucas amizades que tenho não saiam arranhadas por uma eventual declaração torta, alimentada pela carência de quem - euzinho - não consegue manter a boca fechada quando se deve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afora esses “senões”, não vejo problema nenhum em conquistar notoriedade por imposição da camisa-de-força. Para ser bem sincero, eu acho até bom. Gosto de encarar essas experiências do tempo do pijaminha azul, boas e ruins, como parte integrante da formação do meu caráter e por que não dizer, da vontade divina. Acredito que o “Grande Arquiteto” tenha confiado a mim o inglório dom de saber lidar com ela, a loucura. E se querem saber, a gente se dá muito bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, antes que algum engraçadinho comece a balangar os beiços e dê o seu parecer inoportuno e inapropriado ao meu caso sob o ponto-de-vista da psiquiatria, já deixo bem claro: que vá pra puta - que - pariu. A loucura é minha e ponto final. Não perguntei nada a ninguém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou louco, mas não sou burro, se é o que você quer saber. O suficiente para acordar cedo, trabalhar, pagar as minhas contas e não dever nada a ninguém (este tipo também é chamado por alguns de “malandro”); sou do tipo que ainda acredita na própria profissão, que lê o mesmo livro inúmeras vezes, que jura de pé junto que o Brasil ainda vai ser primeiro mundo ou qualquer outro nome que traduza fielmente este sonhado &lt;em&gt;Status quo&lt;/em&gt;. Sou louco de amar a mesma mulher todos os dias e de, ao lado dela, encarar o mundo de frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é bem diferente de ser burro. Aliás, coitado, justiça seja feita: de burro, o Burro não tem nada. Ser um quadrúpede das orelhas grandes e outras cositas más não o desabona em nada. Pelo contrário. Ele deveria se chamar “Louco”, ou qualquer outra coisa. Burro no sentido orelha-sequiano é outra coisa. E esse,meu nego, nem comer capim sabe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263378100869758714-3562330929079380700?l=arasura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/3562330929079380700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/3562330929079380700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arasura.blogspot.com/2008/01/o-inferno-so-os-loucos.html' title='O Inferno são os Loucos.'/><author><name>André Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18361477810098973372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263378100869758714.post-233934622716212220</id><published>2008-01-27T10:40:00.000-08:00</published><updated>2008-01-28T05:45:45.386-08:00</updated><title type='text'>Orbitando...Pra Variar.</title><content type='html'>É curioso o fato de que pessoas com quem dividimos uma vida, de repente passam a fomentar animosidades sem pés nem cabeça, fazendo de nós parias aos olhos da sociedade. A força que move o ódio dessas pessoas, a quem apelidei de “zebras”, poderia ser canalizada para outros fins que não a mais despudorada demonstração de despeito, até então jamais vista por este ávido observador do cotidiano. Essas pessoas fantasiadas de bob esponja são na verdade, lulas-moluscos, enfeitados de bijoux tristes que mascaram a sua solidão e sua insatisfação  pessoal tripudiando da vida alheia, ao menor sinal de que as suas não andam segundo as suas determinações. O pior é que elas nem tocam clarinete...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que falo de quem gosto, ou no mínimo, de quem tolero. E o assunto de hoje passa longe de figurar em uma matéria do Discovery channel, meus amigos. Enquanto me dava ao luxo de ter o direito de resposta a uma questão pessoal, buscava nos arquivos da minha calva cabeça alguma referência que alimentasse esse folguedo que o ato de escrever aos domingos se tornou pra mim; qual não foi a minha surpresa quando vi minhas mãos involuntariamente a digitar de modo sôfrego, como se quisessem fazer algum tipo de justiça a esse ilustre personagem da minha vida: o meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esse cara de quem falarei nas linhas subseqüentes é um sujeito que, nem que eu viva duzentos anos, irei encontrar alguém similar em caráter, hombridade e amor à família. É bom lembrar do tempo em que ele, ainda com a vasta cabeleira encaracolada, me carregava em seus ombros rumo ao futebol semanal. Eu ainda nem fazia idéia do sujeito que viria a ser um dia, mas os valores do meu velho pai já se haviam entranhado na minha personalidade pueril; valores que tento carregar comigo e que me ensinam a viver com um mínimo de sossego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior exemplo que herdei dele foi que “a palavra de um homem é seu maior patrimônio; uma vez que ela perde o peso, pode-se decretar a sua falência moral”. E palavra eu sempre tive. Se eu a usei para o bem ou para o mal, só a minha consciência sabe e só a ela devo satisfações. De gosto musical refinado, com um sorriso de avô gratuito e para orgulho de toda família, trabalhador, muito trabalhador. Quantos natais e anos-novos eu o vi sair de madrugada para a lida e só voltava de manhãzinha com as orelhas cheias de minério... quantas privações passamos juntos em prol de uma vida mais confortável... um homem de idéias originais e de muita visão, mas de coração mole. Adorável em qualquer circunstância, o xodó de minhas ex-namoradas... &lt;br /&gt;O pai sempre foi muito transparente, mas e quanto ao homem? Esse eu ainda estou descobrindo quem é. Para falar a verdade, só consegui ter uma vaga noção de quem é este ser humano no dia em que deixei de ser filho. Essa é mais uma das grandes verdades da vida que combati e que por fim dobrei os joelhos, derrotado e feliz por não ter tido a razão que ansiava na juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de lhe dizer, meu velho melhor amigo, que lamento não ter sido mais próximo da sua intimidade o quanto você merecia. Peço perdão por não ter respeitado seus momentos de ser humano frágil e, ainda assim, maravilhoso que o senhor é. Queria que soubesse que o amor filial que sinto pelo senhor nunca morreu, nem mesmo quando cansado, o senhor se recusou a jogar dominó comigo. Nem mesmo quando contra tudo e contra todos, ficou ao meu lado em meu momento mais difícil. Agora, sinto que meu primeiro vôo solo em direção a minha história é possível e não poderia deixar o senhor de fora dessa conquista. Mesmo que não nos conheçamos mais. Mesmo que o senhor tenha se cansado de me amar. Mesmo que seja para tomar a parte que lhe cabe nessa vitória. Ao menos para que eu possa lhe dizer o quanto eu o amo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263378100869758714-233934622716212220?l=arasura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/233934622716212220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/233934622716212220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arasura.blogspot.com/2008/01/orbitandopra-variar.html' title='Orbitando...Pra Variar.'/><author><name>André Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18361477810098973372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263378100869758714.post-727929006740719084</id><published>2008-01-25T08:40:00.000-08:00</published><updated>2008-01-28T05:46:50.190-08:00</updated><title type='text'>O Cérbero de Pindorama.</title><content type='html'>Pra começo de conversa, vamos parar com essa mania besta de escrever bonito. Afinal, pra que enfeitar o “cu do burro”, se ninguém de fato lê o que escrevemos? É verdade, podem reparar. Eu sinceramente perdi o encanto e o deslumbre pelas letras muito arrumadinhas à custa de gumex. E sabe por quê? Porque ninguém está nem aí! E se quem lê não liga a mínima, eu é que vou ligar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu assumo. Esta crônica é na verdade, um desabafo rancoroso de quem não sabe nem para onde atira e muito menos qual é o alvo de tal ódio. Queria poder dar nomes aos bois e listá-los por ordem de prioridades, mas não sei nem por onde começo. E a voz.... a voz.... essa maldita voz da consciência que me perturba e que me impele a escrever, mesmo sem um assunto na ponta da pena que o valha. Essa maldita voz que me empurra na direção do abandono, da desesperança e da solidão, meus fiéis companheiros; a mesma voz que ora me levanta nas alturas em júbilo obsceno, ora me atira às profundezas da mesquinharia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, você tem razão, eu sou um burro. E não me refiro ao falante da história bíblica nem o da obra de Monteiro Lobato.&lt;br /&gt; Sou uma besta prestes a jogar fora uma preciosa fatia do meu tempo na confecção desta coletânea de abobrinhas, na vã tentativa de me tornar um escritor pior e assim, ter do que reclamar. Tenho comido de menos e fumado demais, sem achar graça nenhuma na vida e com a nebulosa certeza de que sou um caso perdido. Por isso é que escrevo. Se eu fosse realmente esse "cara valente"  que acreditei que fosse a vida inteira, teria feito como Hemmingway. Ele foi mais corajoso, não é verdade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não disponho nem de uma carabina e nem de colhões para tanto, resigno-me à situação e toco a minha vidinha sem graça sem lirismos, nem conversa fiada. A vidinha de um cara que escreve e nada mais. Um frustrado que niguém conhece, mas que teima em ser o seu anônimo íntimo. Sei, sei que é assustador e invasivo, mas o que há de se fazer? Continuar com medo? Logo da minha persona de Cérbero? Relaxe. É só uma fantasiazinha que não mete medo em ninguém. Afinal, as únicas portas que guardo são as do meu inferninho particular. Aquele que ninguém lê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263378100869758714-727929006740719084?l=arasura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/727929006740719084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/727929006740719084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arasura.blogspot.com/2008/01/o-crbero-de-pindorama.html' title='O Cérbero de Pindorama.'/><author><name>André Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18361477810098973372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263378100869758714.post-3459482756030703975</id><published>2008-01-21T12:03:00.000-08:00</published><updated>2008-01-26T15:19:25.104-08:00</updated><title type='text'>Confissões de um Coça-Nozes.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/R5u_Q3OmpeI/AAAAAAAAAI4/fDP3rV6U6pg/s1600-h/20060824130842-chimpance.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/R5u_Q3OmpeI/AAAAAAAAAI4/fDP3rV6U6pg/s320/20060824130842-chimpance.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159928094507050466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era só o que me faltava! Estou aqui de frente para o meu moleschine digital, enquanto o mundo desaba em chuva na rua e eu, pra variar, sem absolutamente nada para fazer. Só de pensar que não terei sobre o que dizer em mais um capítulo da minha saga verborrágica, me acelera a queda dos cabelos. Pensei nos meus inimigos, mas não encontrei em nenhum deles um assunto relevante que pudesse figurar em meu colóquio de coçador de saco vespertino. Do meu trabalho, não tenho sobre o que reclamar e pra falar a verdade, em um país como o Brasil, ventilar esse tipo de chorumela eu acho até cafona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se não tenho do que reclamar, o que é que eu faço agora com meu tempo ocioso ? A rabugice é algo tão inerente à minha pessoa, que ao menor sinal de que as coisas estão andando bem já começo a ficar preocupado. Pode ser que seja o prenúncio de tempos ruins, estes tempos bons. Se o caro amigo e leitor onanista tiver um mínimo de sinapses sadias, irá compreender que para quem é amargo assim como eu, a felicidade é um estorvo. E eu falo, assumo o que digo e explico os porquês de se abominar os alegrinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começar, todo alegrinho ou é meio falso, ou meio burro. Ou não presta atenção à vida. Deve ser uma questão genética, sei lá. Não quero dizer com isso que ser uma pessoa medianamente feliz não tenha os seus méritos. Pelo contrário. Até admiro quem consegue estabelecer um equilíbrio entre as suas emoções e consegue passar a vida inteira fingindo que é normal, mas confesso que essa espécie de gente anda cada vez mais rara de se ver. Junte-se a isto o fato de que todo alegrinho possui uma disposição irritante para a vida, para a festa e o escambau, sem a menor comiseração (vou aproveitar que essa palavrinha está na moda para usá-la da maneira correta) por quem faz do infortúnio o seu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;modus vivendi. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E tem outra: os alegrinhos são à prova de ranhetices. E muito obstinados também. Solitário, um rabugento de carteirinha pode até se dar ao luxo de não ter de provar ao mundo o quão profundo ele o é, de viver a vida inteira assim e nem sequer se preocupar com isso, já que a ninguém ele dará oportunidade para uma eventual averiguação. Agora, quando um desses chatos com sorriso automático na cara consegue romper a paliçada que o protege do medo de ser visto como realmente é_ frágil_ e lhe mostra que a vida pode ser tão ou mais interessante que andar com nuvens na cabeça, o estrago já está feito. O ranheta deixa de ser carranca de São Francisco e passa a ser um alegre bonecão do posto. E o melhor: passa a achar graça em tudo. Até na falta do que escrever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263378100869758714-3459482756030703975?l=arasura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/3459482756030703975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/3459482756030703975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arasura.blogspot.com/2008/01/o-chato-profissional.html' title='Confissões de um Coça-Nozes.'/><author><name>André Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18361477810098973372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/R5u_Q3OmpeI/AAAAAAAAAI4/fDP3rV6U6pg/s72-c/20060824130842-chimpance.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263378100869758714.post-1817138770200734126</id><published>2008-01-03T17:13:00.000-08:00</published><updated>2008-01-13T05:58:16.196-08:00</updated><title type='text'>A caixa aberta.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/R37TxUOxs9I/AAAAAAAAAIo/m98XbFJa74U/s1600-h/s340x255.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/R37TxUOxs9I/AAAAAAAAAIo/m98XbFJa74U/s320/s340x255.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151787867956163538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As escadas pintadas de vermelhão e o velho barraco de madeira cuidadosamente pincelado com azul figuram entre as maiores lembranças da minha infância de moleque barrigudo. Não sei se me recordo dessa época por influência de uma foto já amarelecida pelo tempo_ em que apareço de shorts na cor grená empunhando um sabre do meu tio que foi cadete em Barro Branco _ ou pela absurda capacidade de retenção desta minha prodigiosa memória. O fato é que, pela primeira vez, tenho coragem de perder meu tempo falando sobre isso. Acho que é, de fato, a minha grande recordação e, simultaneamente, a primeira e a última vez em que me dei conta de que era gente. Um pingo, mas inegavelmente gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao leitor, digo “calma”, pois não embarcarei em uma espécie de “lira dos vinte anos”, até porque acho Álvares de Azevedo um chato de galochas que não tinha mais o que fazer. Que me perdoem os acadêmicos, os poetas bissextos e todo mundo que se mete à besta de escrever pelo meu comportamento belicoso de cronista temporão, mas é meu dever alertá-los de que não dou a mínima pra vocês. Falarei sobre o que me rodeia e se não lhes interessar, o problema é de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me do dia em que tomei um daqueles tombos de bicicleta que ficam para sempre na lembrança e na pele. Não poderia ser de outra forma, afinal, trinquei um dente da frente e até hoje me culpo por um dia ter sido criança. Hoje, ao me ver com certo distanciamento, posso afirmar sem o menor medo que fui o único responsável por aquela queda, que mais se pareceu com uma aterrissagem mal-sucedida de um avião sem trem de pouso e com pista molhada. Foi um alvoroço danado: pessoas correram de lá pra cá em meu auxílio, dona Zezé, aquela que supostamente dera um osso de galinha à minha cadela de estimação e não satisfeita com a grande merda feita, presenteara a minha querida pulguenta com uma passagem só de ida para a terra das patas juntas, largou o que estava fazendo pra me acudir. Por isso, merece um desconto. Ainda por cima, fui obrigado a presenciar meus pais se culparem mutuamente pela falta de responsabilidade um do outro. Eu até que gostava da negligência compulsória dos dois quando guri. Era mais fácil ser livre pra aprontar naquela época, já que os dois davam duro, cada um em sua respectiva função e não tinham de fato muito tempo para ficarem de olho aberto em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como buscasse remédio de vida, minha família se mudara para um prédio em frente ao Parque Moscoso, o que havia de mais bonito e moderno em termos de casas encaixotadas e sobrepostas da época. Engraçado, só agora me dou conta de algo para o qual não havia atentado até então: quando guri achava que o velho Moscoso era o maior parque do mundo. Eu devia ter entre seis e sete anos. Com essa mudança geográfica, morria o moleque de pernas ruças e poeirentas e em seu lugar, surgia o menino_ colecionador de playmobil e figurinhas do álbum “Selos de todo o Mundo”_  que um dia iria escrever suas idiossincrasias em uma tela que brilha e serve como simulacro de máquina de datilografar. Confesso que não sei até hoje quem é esse outro garoto, pois ele raramente aparece para mim e há tempos anda sumido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até pouco tempo atrás eu acompanhei as suas peripécias. Soube que se mudou para o que é hoje o maior bairro de Vitória e lá, aos oito anos, conheceu aqueles que vieram a ser os seus grandes comparsas de traquinagem e de matinês na extinta boate Zoom. Lá ele cresceu, aprendeu sobre as “coisas do mundo”, como a sua avó paterna e evangélica costumava se referir ao que realmente interessa a um garoto imberbe e pré-púbere (Nem sei se essa palavra existe!), ou seja: meninas, meninas e meninas. É claro que nem sempre ele lograva êxito, no que aproveitava para preencher o tempo ocioso ouvindo os discos de vinil dos Beatles, outra grande paixão sua. Soube também que esse menino tornou-se um homem, conheceu uma pequena, apaixonou-se, sofreu, caiu e por amor se levantou.  Dizem por aí que até pai ele é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para dizer, menino, caso você esteja me lendo agora, que gostaria de saber mais notícias suas. Sinto falta das nossas conversas, lembra-se? Eu e você na maior cara-de-pau a cantar Nowhere Man de frente para o espelho. Meu Deus, que farra! Sinto às vezes uma vontade irrefreável de sair à sua procura e repetir esses momentos tão nostálgicos e felizes, mas não sei por onde você anda. Por mais que eu procure, não te encontro. Tenho medo de que você talvez tenha se enchido de mim e fugido para nunca mais voltar em direção ao  labirinto escuro que se chama Eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263378100869758714-1817138770200734126?l=arasura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/1817138770200734126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/1817138770200734126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arasura.blogspot.com/2008/01/as-escadas-pintadas-de-vermelho-e-o.html' title='A caixa aberta.'/><author><name>André Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18361477810098973372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/R37TxUOxs9I/AAAAAAAAAIo/m98XbFJa74U/s72-c/s340x255.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263378100869758714.post-6548092043091333196</id><published>2007-12-30T13:18:00.000-08:00</published><updated>2007-12-31T11:54:33.884-08:00</updated><title type='text'>Sentimentos do Paraguai.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/R3k_CUOxs8I/AAAAAAAAAIc/_Dp_N9Xc24Y/s1600-h/bandpira.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/R3k_CUOxs8I/AAAAAAAAAIc/_Dp_N9Xc24Y/s320/bandpira.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150216957897847746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já repararam como o universo pirata invadiu e conquistou espaço em nossas vidas classemedianas? Não, não falo de Cd’s, tênis e outras quinquilharias sem as quais não mais vivemos, e sim de uma síndrome que se alastra e encontra terreno fértil nos falsos sentimentos, nas falsas promessas, nos falsos olhares e sobretudo, nas amizades sem o certificado do Inmetro. Acredito que fui contaminado porque nesse exato momento, encontro-me prostrado ardendo em quarenta graus de tédio, delirando em tergiversações e tiritando com a frieza que emana da imagem das pessoas na Tv. Devo estar muito mal mesmo pra usar três gerúndios em uma frase pra me fazer entender. Deve ser a febre.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em verdade vos digo que, no estado em que me encontro, o melhor que tenho a fazer é não me preocupar com a vida falsificada dos outros. Tenho que dar especial atenção à minha, que já foi infectada. A minha vida sim é uma vida pirata. Meus amores são fruto de pilhagens, minhas relações interpessoais estão sempre na iminência de andar na prancha, exatamente como este desabafo de falido crônico atirado aos tubarões. Para ser sincero, esse é mais um dos confusos textos que costuro na cabeça com retalhos do que vejo, ouço, sinto, distorço e só não o apago pelo prazer de atiçar   a maledicência de outros tantos dodóis como eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes penso que talvez esteja sofrendo do mal que vem do outro lado da Ponte da Amizade e acredito que já não seja o único nessa ilha cercada pelo mar de Janaína. Vejo pessoas com o mesmo olhar toda vez que me meto à besta de pôr os pés na rua e arrisco-me a dizer que todos os infectados a quem eu conheço e desconheço já começaram a apresentar todos os sintomas típicos desta moléstia: opacidade nos olhos, enfado na expressão, sorriso amarelado, sinais que quase sempre se manifestam nos lugares em que não se quer estar e com pessoas com as quais não há a menor chance de se entabular uma conversa agradável. E não há remédio desenvolvido pela ciência que dê jeito nessa síndrome, nem quarentena; ela já se alastrou pela cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra cepa do vírus da síndrome do Paraguai é responsável pela amnésia. Eu, que sempre achei que isso fosse coisa de filme B, fui obrigado a capitular, tão logo me dei conta de que as pessoas que se  falavam alegremente em um dia, sequer se olhavam na rua no outro. Que se abraçavam numa hora e na outra se digladiavam. Que brigavam com tudo e com todos até ficarem sozinhos. A propósito, sobre o que estávamos falando mesmo, heim? Que lugar é esse? Quem é você? Cadê meu rum?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263378100869758714-6548092043091333196?l=arasura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/6548092043091333196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/6548092043091333196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arasura.blogspot.com/2007/12/sentimentos-do-paraguai.html' title='Sentimentos do Paraguai.'/><author><name>André Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18361477810098973372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/R3k_CUOxs8I/AAAAAAAAAIc/_Dp_N9Xc24Y/s72-c/bandpira.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263378100869758714.post-4172242694250588761</id><published>2007-12-27T15:17:00.000-08:00</published><updated>2007-12-30T13:26:32.251-08:00</updated><title type='text'>O cão, as zebras e o mendigo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/R3gM_EOxs5I/AAAAAAAAAIE/XQxQ08vUaZU/s1600-h/catita2.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/R3gM_EOxs5I/AAAAAAAAAIE/XQxQ08vUaZU/s400/catita2.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149880451505173394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei hoje com uma sensação nova. Enquanto ainda estava no estado em que não mais se dorme, mas ainda não se está acordado, percebi um leve roçar de línguas entre os meus dedos do pé. Foi então que a ficha caiu: minha casa era agora um lar com um cão. Ou melhor, uma cadela. Catita é o nome desta mocinha, que chegou a mim graças à bondade de pessoas a quem eu nem mesmo perguntei o nome e sem a ajuda das quais ela já teria virado sabão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impressionante é a sua educação. Faz as suas coisinhas sempre na rua _ e eu sempre as recolho_ com classe incomum  para um ser de quatro patas. Ela é, sem dúvida, muito mais esperta que algumas “zebras” que conheci pelas minhas andanças mundo afora. Não precisa de muito para viver: só ração, água e muito carinho. E isso eu posso dar. Fico de queixo caído ao perceber que a única mácula presente, uma cicatriz horrenda, resquício dos maus-tratos sofridos por seu antigo feitor (não, ela não teve um dono), não lhe tira o sono e muito menos o brilho dos olhos. Perto dela, fico com vergonha de reclamar das minhas, que me foram impressas não no meu lombo, mas em algum lugar semelhante ao que chamam de alma, feridas que não só não evitei como ainda por cima as permiti, e por vezes, acredito que até por achar que merecia, gostei. Eu, entretanto, tive poder de escolha e não posso culpar a ninguém. Nem mesmo às zebras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando arroto a minha humanidade aos quatro ventos e  me permito o livre exercício do pensar_  navego em minhas sandices, erros e acertos que de uma semana pra cá, tem desembocado em seus olhinhos vívidos e gratos_  escancaro a identidade do verdadeiro ser irracional nessa história. Penso na altivez da minha nova companheirinha,  inabalável sob qualquer circunstância, ao contrário da minha. Ela, por exemplo, não se intimida com o fato de algumas pessoas dizerem que sou maluco de pôr um animal em casa na situação de penúria financeira em que me  encontro, que posso ser confundido com um mendigo por ter uma cadelinha tão esquálida e perebenta, e coisas que tais. Pensando bem, todo viramundo que se preze tem um pulguento como companheiro de dureza. Eu só torço para que ela tenha espírito de equipe e fidelidade o suficiente para sair em minha defesa e meter os dentinhos na canela do chato em questão.  Se for assim, então tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela infelizmente não sabe ler e nem escrever. Se pudesse, entenderia em um átimo o que essas palavras de novo dono de cachorro  não conseguem expressar, por mais profundas que elas arrogantemente teimem em ser e que nem com toda a pompa e circunstância podem ser traduzidas para o idioma au-auês. Ao que parece, o “Grande Arquiteto” dotou os animais com um mecanismo de agradecimento muito mais profundo e singelo que a esnobe justaposição de palavras feita por mim pode explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela entende e retribui do jeito dela, o significado de uma das mais belas e sobre-humanas palavras. O que este ser me diz em resposta com os olhos, não cabe na palavra “obrigado”. Disto tenho certeza e dou fé. Afinal, os cães, ao contrário de nós, não sabem, não querem e nem precisam fingir gratidão para sobreviver. Os cães não mentem. Já descobriram que vivem melhor desse jeito faz tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263378100869758714-4172242694250588761?l=arasura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/4172242694250588761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/4172242694250588761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arasura.blogspot.com/2007/12/o-co-as-zebras-e-o-mendigo_27.html' title='O cão, as zebras e o mendigo.'/><author><name>André Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18361477810098973372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/R3gM_EOxs5I/AAAAAAAAAIE/XQxQ08vUaZU/s72-c/catita2.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263378100869758714.post-8641347415530463843</id><published>2007-12-18T21:13:00.000-08:00</published><updated>2007-12-19T21:21:58.663-08:00</updated><title type='text'>Primeira Rasura.</title><content type='html'>Outro dia desses, um dia em que as coisas parecem andar em câmera lenta de tão quente, me dei conta de que há meses não cuidava da silhueta. Vaidoso demais, diriam alguns, mas sei lá, de uns tempos pra cá não tenho andado assim tão satisfeito comigo mesmo a ponto de me olhar no espelho e estufar o peito numa galhardia de mãe de miss. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à conclusão que deveria expurgar o pecado da preguiça, agora charmosamente chamado de sedentarismo em um longo, aquoso e salgado banho de mar. Justamente o mar, que com o seu movimento constante de vai-e-vem soberano sobre todas as coisas à sua superfície e abaixo dela, serviu-me de divã por tantas vezes. À propósito,ao prestar um pouco mais de atenção no verdadeiro dono dessa ilha, finalmente percebi que ele é um sujeito injustiçado. Sim, o tom impessoal é intencional. Transmuto o mar em sujeito porque posso, afinal sou seu amigo íntimo. Quantas pessoas passam por ele todos os dias aboletados em caixas amarelas, azuis e verdes que mais parecem lagartas apressadas e não lhe fazem a merecida reverência? A esses, posso dizer sem o menor levantar de pestanas um solene “azar o de vocês”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar, caro amigo, é o sujeito mais honesto que eu conheço. De pronto posso afirmar que ele não pega nada que é de ninguém e, quando o faz, logo se encarrega de devolvê-lo, tão logo os rumos da maré o permitam. Tampouco engana a quem não o conhece, o que é louvável de sua parte. É o templo dos cinco sentidos. Tato, paladar, olfato, visão e audição aguçam o espetáculo que é entregar-se à volúpia de um bater de braços e pernas contra a correnteza. Enfim, de estar vivo. Só um verdadeiro e honesto amigo pode lhe oferecer tanta coisa em troca de um simples encontro, um “olá”... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, devo admitir que não tenho feito a parte que me cabe nessa relação. Tenho, isto sim, que render-me à constatação óbvia de que nunca poderei retribuir o que a mim foi dado livremente por ele, o mar. As sensações de abandono e de desesperança simplesmente  escorrem feito água do meu pensamento em direção ao ralo das más idéias com um simples banho. Idéias que teimam em surgir por puro capricho. Idéias que trituram toda capacidade de compreensão e de conexão com o mundo de um sujeito como eu, que não foi muito bem visitado pela virtude da paciência, e que tem por melhor amigo o “mar oceano”. Idéias que, como cabelo no ralo, entopem e sufocam toda e qualquer chance de destruição criativa e que provocam esse rancor que endurece as juntas do corpo e da alma. Existem muitas e aos borbotões, tantas que para eu não sucumbir à loucura de pensar, logo viver é que tento afogá-las... Idéias imbecis, mas que teimam em rodear meus pensamentos nestes dias de mais barriga e menos amigos. Idéias maldosamente travestidas de solidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263378100869758714-8641347415530463843?l=arasura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/8641347415530463843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/8641347415530463843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arasura.blogspot.com/2007/12/primeira-rasura.html' title='Primeira Rasura.'/><author><name>André Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18361477810098973372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263378100869758714.post-5200477992369976706</id><published>2007-11-05T11:59:00.000-08:00</published><updated>2007-11-05T12:02:14.534-08:00</updated><title type='text'>Texto para Hot Site, novembro de 2007.</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.izorra.com.br/vouss"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/Ry92OpprD9I/AAAAAAAAAHU/3CKR3VezGTo/s400/web_cp!%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129448494669172690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263378100869758714-5200477992369976706?l=arasura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/5200477992369976706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/5200477992369976706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arasura.blogspot.com/2007/11/texto-para-hot-site-novembro-de-2007.html' title='Texto para Hot Site, novembro de 2007.'/><author><name>André Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18361477810098973372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/Ry92OpprD9I/AAAAAAAAAHU/3CKR3VezGTo/s72-c/web_cp!%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263378100869758714.post-5914291847735247671</id><published>2007-10-31T14:18:00.000-07:00</published><updated>2007-11-05T19:01:17.574-08:00</updated><title type='text'>Vouss Project, outubro de 2007.</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.casadaindia.art.br"&gt;www.casadaindia.art.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.casadaindia.art.br"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/Ryjxi5prD5I/AAAAAAAAAG4/OirXT7UcWwY/s400/__flyerVERSO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127613757654765458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263378100869758714-5914291847735247671?l=arasura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/5914291847735247671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/5914291847735247671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arasura.blogspot.com/2007/10/vouss-project-outubro-de-2007_31.html' title='Vouss Project, outubro de 2007.'/><author><name>André Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18361477810098973372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/Ryjxi5prD5I/AAAAAAAAAG4/OirXT7UcWwY/s72-c/__flyerVERSO.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263378100869758714.post-6869704875818260418</id><published>2007-10-30T19:47:00.000-07:00</published><updated>2007-11-05T19:06:05.833-08:00</updated><title type='text'>Defesa de logomarcas para web site institucional, novembro de 2006.</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.charlespeixoto.com"&gt;www.charlespeixoto.com&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.charlespeixoto.com"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/RyftDpprD0I/AAAAAAAAAF8/XaXpNw9xh5Q/s400/site_cp!.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127327347760631618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263378100869758714-6869704875818260418?l=arasura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/6869704875818260418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263378100869758714/posts/default/6869704875818260418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arasura.blogspot.com/2007/10/defesa-de-logomarcas-para-web-site.html' title='Defesa de logomarcas para web site institucional, novembro de 2006.'/><author><name>André Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18361477810098973372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/RyftDpprD0I/AAAAAAAAAF8/XaXpNw9xh5Q/s72-c/site_cp!.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263378100869758714.post-7705314162445831459</id><published>2007-10-23T19:28:00.000-07:00</published><updated>2007-10-23T19:30:40.886-07:00</updated><title type='text'>Entrevista MC Adikto_ Revista Moment, setembro de 2007.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9_vJ6zXv03A/Rx6uMWFdS5I/AAAAAAAAAEQ/iYb0ceCjHsU/s1600-h/adikto1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; 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